segunda-feira, 5 de setembro de 2022

DEZ FORMAS DE GANHAR DINHEIRO PARA QUEM TEM ALGUMA POUPANÇA

 


Dez formas atuais de ganhar dinheiro para quem tem alguma poupança

Para quem não tem ideia do que empreender mostramos, aqui, alguns caminhos que estão sendo usados por pessoas que amealharam poupanças.

Silvio Persivo

Para quem possui alguma economia é possível identificar algumas boas formas de investir. Eis, aqui, sugestões caminhos para seguir.

1-CRIPTOMOEDA

Criptmoeda é mais do que Bitcoin e Ethereum este mercado está superaquecido agora. De longe, a maneira mais fácil de ganhar dinheiro na década de  20 é comprar uma boa quantidade de bitcoin e Ethereum e não fazer nada além de mantê-los pelos próximos 5 a 8 anos. Se tiver mais experiência em tecnologia pode até diversificar seu portfólio em projetos potenciais de Defi, Oráculos ou Infraestrutura. Conselho: escolha Cardano, Chainlink, Polkadot e Uniswap. Mantenha-se longe de Dogecoin ou ShibaInu.

2-SETOR IMOBILIÁRIO

Com a pandemia os governos estão imprimindo muito mais dinheiro e inundando a economia com ele. Os preços estão subindo e continuarão subindo pelos próximos 24 meses. Neste cenário comprar imóvel é uma aposta segura e a proteção mais óbvia contra a inflação e, em alguns casos, uma forma de criar fluxo via aluguéis. Apartamentos pequenos, até mesmo os que eram usados como escritórios, podem ser um bom investimento. E em locais de turismo aumentam ainda mais a oportunidade para ganhar dinheiro. Um caminho suave também para isto é usar, como meio de venda, o Airbnb.

3- CAPITAL DE RISCO

As pessoas, normalmente, pensam que não precisam de muito dinheiro para se tornar um capitalista de risco. Hoje, com a Internet, se pode investir em empresas em estágio inicial de qualquer lugar do mundo. Até mesmo via Facebook novas empresas, como a Gratius, estão solicitando participação nos seus projetos e existem também o crowdfunding de capital de risco do Google. Em muitas, porém, será preciso anos para que se tornem lucrativas ou sejam adquiridas por algum grande investidor ou banco.

4-- COMPRA DE AÇÕES

É um investimento que depende do dinheiro que você possui,  Se tiver muito use um fundo de índice e jogue pelo seguro. É sua melhor aposta para ganhar dinheiro de forma sustentável e a longo prazo. Se gosta de risco compre ações da área de petróleo, energia e educação. É uma questão de estudo e sorte.

5- ENSINO À DISTÂNCIA

Quem criou um negócio de sucesso ou ganhou dinheiro de alguma forma pode ensinar outras pessoas a fazer como fez.  Tanto pode fazer um curso como oferecer um serviço de consultoria. Os custos são relativamente pequenos s se pode fazer isto, de um laptop, de qualquer lugar. E dos cursos online se pode dar um pulo para ensinar ao vivo.

6- DE OLHO NOS PREÇOS BAIXOS

Existem sempre oportunidades para quem fica observando o mercado e o comportamento dos preços. E quanto mais se olha mais se percebe as oportunidades. É, com qualquer tipo de produto, um grande negócio comprar na baixa e vender na alta. Todo mundo fica procurando, pesquisando preços mais baixos, quando deseja comprar algum tipo de produto. Se você encontra alguma coisa que pode comprar por preço baixo e vender por alto é como encontrar uma mina de dinheiro. E, muitas vezes, é comprar um móvel antigo e remodelar ou ficar de olho no que se vende na internet.

 7-TRANSFORME EM DINHEIRO SUA PARTICIPAÇÃO DIGITAL

Existem várias formas de tornar rentável a sua presença online. Se você tem algum conhecimento específico, ou competência; se sabe algo que pouca gente sabe ou desenvolve um tipo específico de atividade a mídia social é o seu mercado. Há formas de utilizá-la. Seja criando uma comunidade, um canal no Youtube, fazendo os cursos do Google ou gerando seguidores de alguma forma. Se muitas pessoas te seguem é só ver como outros influenciadores ganham dinheiro que você vai ganhar também. Isto inclui também anúncios ou venda de produtos por internet, inclusive de forma passiva.

8-GANHE DINHEIRO COM OS APLICATIVOS DE TRANSPORTE

O Uber foi o aplicativo que transformou o transporte de passageiros urbano com uma solução desburocratizada, mais barata e prestando serviços melhores. Hoje tem uma série de concorrentes e, mesmo assim, com a alta dos combustíveis, tem crescido como negócio. O Uber, ou seus concorrentes, são uma boa alternativa para pequenos investidores, principalmente agora que existe uma nítida carência de motoristas. Uma oportunidade boa surge de comprar veículos e ter pessoas que não tem como ter um como motoristas. O ideal é oferecer uma percentagem e um salário e ficar com o resto. Você pode ter 3, 5 ou mais carros com pessoas que dirijam pelos aplicativos para você. E é uma operação que pode ser feita comprando os carros, ou, dependendo dos custos, fazendo leasing. E até planejar temporalmente para obter uma determinada quantia ou comprar alguma coisa e repassar as obrigações para quem for seu parceiro na empreitada.

9- HORTAS CASEIRAS

Alimentos são uma fonte permanente de renda. Cultivar alimentos dá dinheiro sim. E, com os recursos modernos, podem ser desenvolvidos em locais relativamente pequenos como quintais ou, numa pequena escala, em apartamentos. Há tipos de caixas adaptadas para isto e, pasmem, até contêineres adaptados para serem fazendas hidropônicas, onde se cultiva vegetais como alface, manjericão, salsa, ervas em geral  e até  verduras frescas. Não é incomum um ganho bruto de R$ 10 a 12 mil por mês com a atividade.

10-MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS AUTOMÁTICOS DE VENDA

É ainda pouco comum, em especial no interior do Brasil, o uso de máquinas automáticas de vendas. Mas, quando colocadas em locais de muito fluxo, é uma excelente forma de vendas automáticas. Depois que você recebe tem apenas o trabalho de instalar e reabastecer e pegar, uma vez por dia, o seu dinheiro. E se pode instalar em qualquer lugar, inclusive em frente á sua casa. Não vai render milhões, mas, é uma renda passiva que pode, com várias máquinas ou equipamentos, ser escalonável com facilidade.

sábado, 27 de agosto de 2022

Uma discussão sobre a decadência do Ocidente

 


A decadência ocidental e suas implicações políticas e intelectuais

 

Por José Alexandre Altahyde Hage (*)

 

Saber se o Ocidente, Europa e Estados Unidos estaria mesmo em declínio cultural, político e econômico é tarefa que não se consegue obter em poucas linhas. O intuito da reflexão é somente contribuir com o debate que ainda permanece, sobretudo em virtude da guerra entre Rússia e Ucrânia, bem como do assédio da China sobre Taiwan nas últimas semanas. As potências ocidentais teriam ainda vigor para fazer valer seus princípios que as expressavam, mesmo estando em lugares distantes, da mesma forma que fora a partir da Segunda Guerra Mundial? Entre 1918 e 1924 o estudioso alemão Oswald Spengler publicou livro com provocante nome. A obra A Decadência do Ocidente, (dois volumes) a fazer jus ao título, procura profetizar o fim do mundo ocidental, a começar pela Europa, como centro dinamizador (e hegemônico) da política mundial. Livro de leitura árdua, pois versa sobre arquitetura, política, artes em geral etc., sugere que o declínio do Oeste se daria por algo paradoxal: o excesso de conforto material que resultaria do progresso econômico e tecnológico.

Em outras palavras, o mundo ocidental perderia vigor, à primeira vista, pela facilidade de sobrevivência para a(o) cidadã(o) média(o). O(a) homem/mulher em sociedade não mais precisaria sair a campo para enfrentar feras ou intempéries para obter boas quantidades na produção agrícola e na pecuária. O progresso técnico, acelerado na Era Contemporânea, deu à sociedade humana um rol de avanços que só cresceu no século XX, sobretudo após a Segunda Guerra mundial.

Avanços na medicina, a começar com vacinas contra doenças que eram mortais há algumas décadas, na agricultura, por meio da revolução verde que deu produtividade a áreas de pouco interesse, caso do cerrado brasileiro, e demais progressos, que permitiram bem-estar social, são marcantes na cronologia socioeconômica da Europa Ocidental, dos Estados Unidos e observáveis em partes “ocidentalizadas” da Ásia do Leste, como Coreia do Sul, Cingapura e Japão.

É fato que a distribuição desses prêmios não se tornou universal, como esperado. Muitas áreas do Hemisfério Sul, África e América Latina não foram contempladas. Isso contraria a premissa de que o mundo vive em uma dinâmica única, na qual todos os países teriam as mesmas vantagens e dificuldades no campo da economia e da tecnologia. Ainda que possa ser controverso, pode-se encontrar partes da Índia e África, por exemplo, que dependem da queima de madeira ou de estercos para obter calor, ao passo que a Europa Ocidental milita para substituir a energia nuclear para dar espaço ao green power, combustíveis renováveis. Isso sem mencionar o uso da internet por banda larga, cujo uso continua desigual no Globo.
Assim, podemos observar que o outono ocidental não ocorreria por falta de bens materiais e de progresso técnico, mas sim por algo não mensurável de modo instantâneo: espiritualidade e valores morais que seriam desdobramento da tradição e cultura populares. A civilização do Ocidente perderia vigor por excesso de conforto em detrimento da firmeza espiritual que, inicialmente, seria preenchida pelo Cristianismo, católico ou protestante.
A ideia de que a sociedade humana se desenvolve, e se firma, em face das dificuldades da natureza, por exemplo, já era conhecida no século XIX. Pioneiros(as) do pensamento geográfico apontavam o papel que invernos rigorosos e meios inóspitos desempenhavam na inteligência do homem/mulher, que teria que se reinventar para sobressair ao meio ambiente.
O que Spengler fez foi reforçar, com mais afinco, algo que parece não se esgotar no momento, ao menos no debate. E a guerra entre Rússia e Ucrânia inaugura novo capítulo sobre o assunto, visto que ela entra no mérito para identificar até que ponto Estados Unidos, Grã-Bretanha ou Alemanha se empenhariam para defender a Europa Oriental contra o expansionismo russo. Se a Ucrânia alberga democracia e alguns princípios tão caros ao Ocidente, por que, então, ela praticamente ficou ao relento, apesar do poder de tais países na Otan?

Dentro dessa leitura, se os(as) europeus(eias) se acostumaram, no atacado, à sociedade do conforto, logo, não se empenhariam em defender seus valores tradicionais, bem como a herança do Catolicismo. No lugar do Estado nacional, daria-se lugar à relativização da soberania e ao processo de criação do federalismo continental, com a máxima de que atribuir poder a Bruxelas, sede da União Europeia, seria maximizar efeitos benéficos da democracia. Uma democracia multinacional, que não fosse ligada a tradições sociopolíticas regionais, ganharia imagem de ser instituto mais que moderno nas relações políticas.

Por outra via, alguns autores(as) sublinham a situação atual, considerada crise, dentro das próprias universidades e locais de formação intelectual. Sem ter relação direta com o livro de Spengler, no trabalho intitulado A Rebelião das Elites e a Traição da Democracia, Christopher Lasch opina que são justamente as famosas instituições educacionais estadunidenses, no primeiro plano, as promotoras de manifestações que desacreditam a cultura ocidental, os cânones do teatro, da literatura e até das ciências mais “neutras” ou que não se dão ao gosto de serem ideologizadas, como física, medicina ou matemática.
 A ciência e cultura ocidentais seriam também construídas, por séculos, a partir de escombros da colonização sobre grande parte do antigo Terceiro-Mundo, cuja capacidade científica fora relegada de propósito ou ignorada por falta de conhecimento dos(as) colonizadores(as). Por isso, estudantes e professores(as) de Harvard, Stanford e outras universidades de prestígio se empenhariam para fazer justiça social e trazer a público aquilo que não tivera oportunidade de ocorrer: o reconhecimento cultural e científico dos(as) excluídos(as) do mundo. Por conseguinte, o pavor que boa parte da clientela universitária teria de não acatar tais reparos históricos o levaria à apatia ou a corroborar esse conserto sem muita vontade.

Isso significa dizer que a cultura e tradições não seriam mais representadas pela maioria da população (o zé povinho, como se costuma falar no Brasil). Mas com poucos canais de voz, para amparar seu desejo e valor; o papel do povo ficaria em segundo plano. A elite intelectual, que ocuparia setores mais bem posicionados, universidades prestigiosas, artes em geral e imprensa, imprimiria o que se entende por democracia e cultura. O problema é que a consonância entre elite e povo já não mais existiria, ou aquela elite não mais representaria os reais anseios populares, atuando somente em endogenia intelectual.

É claro que o declínio político, econômico e cultural de uma potência, ou de uma região (União Europeia) tem de ser tratado de modo relativo. Os Estados Unidos não deixarão de imprimir influência e poder nos próximos trinta anos. A elevação estratégica da China, bem como de sua economia, não criará problemas prementes nos interesses estadunidenses da noite para o dia. O mais crível é o surgimento de um condomínio, no qual Washington teria destaque junto a outras potências que ascenderão e procurarão espraiar suas influências regionalmente, ao menos. É o que se espera de Índia, Rússia, um pouco mais da China e talvez do Brasil.

Em outro aspecto, se os Estados Unidos descem relativamente na escala do poder mundial, embora conserve muito de seus avanços tecnológicos, o mesmo não se pode dizer da União Europeia. O Velho Continente, para manter a paz em seu espaço, entrou em um circuito de autofagia cultural e política, cujo resultado pode ser sua descaracterização como centro aglutinador de cultura e civilização. Embora possa ser apressado dizer, a Europa pode ter a imagem de um grande navio que tem medo de navegar pelo mundo, justamente para não passar a imagem de que sua grandeza seja arrogância.
Caso se possa procurar motivo que tenha impulsionado esse fenômeno europeu, ele pode ser encontrado na premissa de que gerações que nasceram nas décadas 1960 e 1970 já teriam sido formadas sob a égide do bem-estar, do pacifismo, da superação do nacional, do petróleo, do apego ao conforto econômico e, em última instância, às posturas mais modernas, como defesa de direitos humanos, do ambientalismo, do multiculturalismo etc.. Portanto, o pessoal que nascera naquelas décadas não gostaria de pôr tudo a perder por causa de políticas de poder, ainda que suas conquistas estivessem em risco.
O ponto curioso disso tudo é que o ocaso do Ocidente, se dermos razão a seus profetas, não ocorre por falta de empenho econômico ou tecnológico, nem por ausência de políticas de bem-estar para substancial parte de sua população. O aspecto crítico reside em sua falta de vontade. Poderíamos dizer na falta de “vontade nacional” que dia a dia míngua em nome de um projeto supostamente democrático, virtuoso e equânime, mas que tem demonstrado mais desprezo pela visão doméstica dos países membros de que apego a um futuro melhor.

Não podemos frisar que a decadência ocidental seja, obrigatoriamente, positiva, embora seja vislumbrada como meio de abrir espaço para países de menor poder relativo. Parte considerável de nosso estilo de vida, democracia parlamentar, liberdade de opinião, liberdade de organização etc., resulta daquilo que chamamos liberalismo, ao menos um tipo dele, uma vez que por liberalismo se pode compreender visões variadas e até divergentes. Há inclusive determinados grupos acadêmicos que preferem usar o termo neoliberalismo para designar o desgaste pelo qual o mundo ocidental vem passando desde os anos 1980.

Contudo, emergem algumas questões: não será justamente esse tipo de organização sociopolítica e cultural que tem dado tiro no próprio pé no passado recente? Não tem sido o grosso da inteligência ocidental o primeiro grupo a desprezar, quando não combater, valores e condutas que se julgavam ser patrimônio ocidental, que moldara a grandeza de Estados Unidos e Europa Ocidental? Será que Índia e China passarão pelo mesmo processo de excessiva autocrítica, quase autofágica, que também as levaria para a decadência pelo fato desses países abrirem mão de seus modos de vida para adotar os ocidentais?

A Ucrânia passou por mudança drástica de poder, em 2014, para adotar valores ocidentais, incentivada pela União Europeia, porque se imaginava como membro da família do Oeste. Em parte, Kiev acreditava que seria socorrida pela Otan, já que se tornara espiritualmente ocidental. De modo análogo, podemos dizer isso de Taiwan. Certa ocidentalização daquela ilha, de início no aspecto militar, começou levando em conta que os Estados Unidos os ajudaria, caso Pequim demonstrasse agressividade. Todo o leste asiático foi politicamente moldado, a partir da Guerra Fria, pensando que os Estados Unidos os socorreria se houvesse ataque da União Soviética, no passado, e da China na atualidade.

E se nem a União Europeia, pela Otan, nem os Estados Unidos correrem para ajudar seus parceiros, que foram objetos de promessa, contra assédio e agressão dos mais fortes? Mesmo que seja contraproducente, não foi a nota de proteção que ajudou a dar imagem positiva ao Ocidente, como garantidor da ordem internacional e da proteção aos mais fracos? Nesse processo, o que deverá pensar a Ucrânia, Taiwan, por exemplo, nesse andar das coisas? São questões que, para nós, devem concorrer para a ampliação do bom debate.

 

(*) José Alexandre Altahyde Hage é professor do Departamento de Relações Internacionais da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (Eppen) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)-Campus Osasco.

Ilustração: Getty Images.


quinta-feira, 25 de agosto de 2022

Um artigo de Ipojuca Pontes


UM FENÔMENO CHAMADO BOLSONARO

Ipojuca Pontes

A esta altura do campeonato, ao cruzar a barreira dos 78 anos de idade, não me é difícil vaticinar (profetizar) que se passarão décadas, talvez séculos, para que seja possível  emergir na vida pública brasileira um fenômeno da dimensão de Jair Messias Bolsonaro. Tivemos, no cenário político pregresso, figuras do porte de José Bonifácio, D. Pedro II, Rui Barbosa, o trágico Getúlio Dornelles Vargas, dentre outros, mas, na soma geral, nenhum que tenha enfrentado com tanto destemor o renhido conflito entre a visão transcendente da vida vivida e o nocivo materialismo marxista, em essência, devorador e estatizante. Numa palavra, o velho combate entre a mentira comunista e a verdade de uma democracia inspirada em bases conservadoras, legitimada pelo voto popular. De minha parte, devo dizer que  acompanho a vida política brasileira desde o suicídio de Vargas, em agosto de 1954. Antes, tinha uma vaga noção, repassada pelos meus pais, do governo pós-guerra do Marechal Eurico Gaspar Dutra (o melhor presidente antes de Bolsonaro), que, vencendo as eleições presidenciais, colocou o Partido Comunista na ilegalidade, depois que o seu líder, Carlos Prestes, então senador, indagado com quem ficaria no caso de uma guerra entre o Brasil e a URSS, declarou sem titubear: Com a União Soviética!Ao fim da tumultuada Era Vargas, que culminou com o seu suicídio, vieram os governos de:

Café Filho, 

Juscelino Kubitscheck,

Jânio Quadros, 

Jango, 

Castelo Branco,

Costa e Silva,

Garrastazu Médici,

Ernesto Geisel, 

João  Figueiredo, 

Zé Sarney, 

Collor de Mello, 

Itamar Franco, 

FHC, 

Lula, 

Dilma Rousseff e

Michel Temer. 

Na qualidade de jornalista ou como mero observador, conheci pessoalmente Juscelino, Jânio, Jango, Figueiredo, Sarney, Collor de Mello, Itamar e o vaselina FHC. Alguns desses governos foram vergonhosos, outros medíocres, e a maioria deles, no entanto., absolutamente nociva para a consolidação de um país viável, transparente, soberano e de livre mercado. De um modo geral, diga-se, norteava tais governos o mais  indigente anti-americanismo, que  atingia as raias do grotesco, mesmo na fase dos governantes militares. Fique claro ao leitor que o trono presidencial, até o advento de Jair  Bolsonaro foi ocupado por todo tipo de gente:

comunistas, 

ladrões, 

demagogos, 

loucos, 

irresponsáveis,

ativistas, 

impostores, 

tolos e

arrivistas. Destaco fatos que ilustram o caráter de alguns desses figurões.

Por exemplo: JK. Certa feita, em campanha eleitoral, foi caitituar votos numa favela; lá, encontrando uma criança de colo, da qual escorria meleca, sacou do lenço e limpou o nariz da garota. Em seguida, rindo para a mãe e para a platéia admirada, dobrou o lenço e o recolocou cuidadosamente no bolso do paletó. Já na estrada, JK mandou parar o carro e, ar de nojo, olhou pelos lados. Só então, jogou o lenço no matagal, não sem antes imprecar contra si mesmo. (Apud Autran Dourado, o ghost writer de JK). Outro exemplo notável foi o de Jânio Quadros. Eleito presidente depois do governo perdulário e caloteiro de JK, traiu a UDN e o voto conservador que o elegeu, ao condecorar com a Grã-Cruz o sanguinário Che Guevara, numa atitude escrota, cujo objetivo era chegar, pela destemperada provocação, ao poder absoluto. Jânio tirava uma onda de doido compulsivo, mas sifu ao cabo de 7 meses – e, com ele, o País. Outro exemplo patife: em 1962, com a queda de um avião da Varig no Peru, foi encontrada uma mala diplomática cubana e, nela, uma carta confidencial destinada ao ditador Fidel dando conta das  operações e planos da guerrilha financiada por Cuba nos confins de Goiás, e que tinha por objetivo criar “mais um Vietnam” para ferrar os EUA. De posse da carta, Jango, que tinha como aliado o fanático Carlos Prestes, em vez de enviá-la ao governo americano, fez com que a correspondência chegasse em mãos de Castro – no fundo, um ato explícito de sabotagem contra o país que o manco desgovernava. Mais outro exemplo: o sub-marxista FHC, depois de comprar votos parlamentares para prorrogar o próprio mandato presidencial, foi considerado, pelos pares comunas, um reles “neo-liberal” oportunista, traidor das próprias pregações. Resposta de FHC, um vaselinoso para quem falar a verdade, que não passa de um preconceito pequeno-burguês: Esqueçam o que escrevi! Só mais um exemplo de vileza presidencial: em abril de 2004, o pedreiro José Antonio de Souza, 30 anos, desempregado, vendeu o barraco onde morava em Cariacica, Espírito Santo, deixando  a mulher grávida e um filho de 8 anos. Confiante, José partiu de ônibus para Brasília e instalou-se defronte ao Palácio do Planalto na esperança de falar com Lula, o presidente-operário, que tinha prometido riqueza e felicidade aos trabalhadores. Como ninguém o notasse, José, ao cabo de 12 dias, fez por escrito um apelo dramático: – Senhor Presidente. Vendi meu barraco no Espírito Santo para falar com o senhor. Roubaram meus documentos e estão armando um monte de problemas para mim. Estou desempregado e perdendo minha família. Preciso de ajuda. Em que pese o tamanho e a visibilidade do cartaz, ninguém deu importância ao apelo, do pedreiro, postado diante do Planalto. Nem Lula nem sua nomenclatura  parasitária. Desesperado, à luz dos primeiros raios da manhã, José, depois de banhar-se em gasolina, ateou fogo no próprio corpo em ato de consciente imolação. Gesto único na vida do País, o sacrifício do pedreiro não foi considerado pela mídia cabocla. Soube-se depois que um burocrata do governo socialista, temeroso de noticiário adverso, mandou transportar o corpo carbonizado de José para o Espírito Santo, num vôo da FAB – e ponto final. Pois bem: é esse tipo de gente, menor e sem escrúpulos, nutrida no totalitarismo vermelho que procura sufocar no homem sua crença em Deus, bem… é esse tipo de gente, repito, que faz oposição ao gigante Bolsonaro, um sujeito de couro grosso que enfrenta a cada instante a estúpida sabotagem de esquerdistas fanáticos instalados, por exemplo, no aparelho do STF, cuja maioria dos integrantes foi nomeada pelos condenados Lula e Zé Dirceu (este último, um agente cubano que garantiu que hoje não se trata mais de “ganhar as eleições, mas de tomar o governo”, como bem disse Barroso no Congresso:''eleição não não se vence, se toma.''' Ao lado do sombrio STF, Bolsonaro enfrenta de igual modo, com crescente galhardia, a má fé cínica da mídia militante, que, saudosa dos bilhões despejados pelos desgovernos de Luladrão e Dilma Guerrilheira, transforma a mentira num aríete rombudo, para detonar o governo.  Ela inventa, cozinha e divulga nas suas TVs, rádios e jornais falidos, montes de escândalos e falsas  denúncias, todas fabricadas pela mente fétida de militantes travestidos de jornalistas. Alguns desses sacos de excrementos lamentam que o sicário Adélio Bispo não tenha traspassado o coração de Bolsonaro, enquanto outros confessam por escrito o desejo insano de vê-lo morto. Por sua vez, para tirar bodum do inodoro alabastro, políticos viciosos inventaram a CPI da Peste Chinesa, considerada um escárnio pelo grosso da opinião pública consciente. Nela, para atingir Bolsonaro, são desfechados petardos inquisitoriais pelos senadores Renan Calheiros e Omar Aziz, este último, presidente do circo, envolvido em escândalos de corrupção no Amazonas, um tipo que interroga dando coices nos depoentes e no vernáculo pátrio. (O mais curioso nessa chanchada é que ninguém ali ousa ventilar a origem da covid 19 formatada no Laboratório Biológico Wuhan, epicentro da pandemia, objeto de investigações do governo esquerdista de Joe Biden, nos Estados Unidos, e de governos da União Europeia, entre eles a França e a Inglaterra.  De todo modo, o que se anuncia é o trilionário negócio da venda da discutível CoronaVac, que disparou em muitos pontos o PIB chinês). No pacote de maldades industrializado pela vilania da oposição, avolumam-se as pseudos pesquisas de intenções de votos levantadas pela fajuta DataFoice, que alimenta semanalmente a vitória de Luladrão sobre Bolsonaro (embora compareçam multidões nas manifestações em apoio ao presidente da República, enquanto poucos e insignificativos adversos, pois contados nos dedos, barbarizem as ruas nas passeatas de aluguel. A coonestar ainda os ataques bafejados pelo ódio, causam risos os insistentes  e incongruentes pronunciamentos de Lulu Barroso, presidente do STF, em favor das manipuláveis urnas eletrônicas, cujo controle digital (contra prova), ao contrário do que ele defende, se faz obrigatório para garantir o mínimo de  lisura na contagem dos votos eleitorais nas próximas eleições. Neste sentido, aliás, a sempre bem informada CIA enviou relatório à Presidência da República detalhando articulação golpista tramada pelas esquerdas na mesma linha apontada por Zé Dirceu. No entanto, do que os comunistas se esquecem, na trama diabólica urdida às claras, é que Jair Bolsonaro exatamente interpreta, como nenhum outro líder, o espírito e a alma do povo brasileiro, razão pela qual milhões de pessoas seguem os seus passos e escutam os seus pronunciamentos.  São pessoas, em resumo, que, alertas, não se deixam devorar pela bocarra do monstro vermelho que se vende ao povaréu como uma inocente odalisca de cabaré barato.

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

Sobre os riscos da volta da esquerda ao poder

 


A volta da esquerda ao Poder vai acelerar a fuga de cérebros e jovens brilhantes do Brasil.

Ariel Mignone (*)

Este artigo trata não de posições ou projeções políticas, mas de percepção pessoal em função das conversas, reuniões, leituras e interações que tenho tido nas últimas semanas. O que nos tem sido externado, pode se traduzir como segue. O temor da volta de Lula a presidência, para quem tem básicos conhecimentos de economia, traz consigo a constatação de perspectivas sombrias para a sobrevivência das famílias e as perspectivas se tornam cada vez menos excitantes para as novas gerações.

O arcabouço jurídico-político do nosso querido Brasil, para essas pessoas,  resulta em não ter qualquer esperança de um pais capaz de produzir riqueza material, cultural e espiritual, num ambiente de um Estado centralizador, controlador e que estimula não a livre iniciativa e pune os criadores e geradores de riqueza, de novo, material, cultural e espiritualmente, aqueles que prosperam e sāo capazes de fazer seu entorno seguir seu exemplo.

Muito acima dos personagens e narrativas vigentes na polarização estabelecida, tanto no Brasil quanto no resto do mundo, essas pessoas estāo convencidas, que a história do mundo mostra claramente que os governos ditos de esquerda, no final das contas, apesar dos discursos humanitários e otimistas, acabam nāo entregando vida melhor para a maioria dos seus conterrâneos.  Veem no Brasil, infelizmente, um país de instituições nada sólidas em que se possa depositar confiança em longo prazo.

E essa é a diferença significativa quando se considera uma mudança para um pais como os EUA. Os Estados Unidos mesmo estando longe de ser um pais perfeito, permite e incentiva a diversidade de opiniões, o respeito as vontades, os valores, as iniciativas, a mobilidade social e a propriedade privada.  Vejam quantas mudanças os governos Obama e Trump tentaram fazer, por exemplo, nas questões imigratórias. As instituições, Congresso Nacional e Judiciário, no frigir dos ovos, nāo permitiram nenhuma profunda alteraçāo nas regras em vigor. E é exatamente isso que torna os EUA um pais tāo atrativo para tanta gente. Há previsibilidade. Há açāo. Há pragmatismo. E há uma economia pujante precisando de gente para contribuir ainda mais para o crescimento dessa Naçāo. Mas, mais do que tudo, há entrega de qualidade de vida para a maciça maioria da populaçāo. É por isso que estou aqui e desejo o mesmo para quem gosto, amo e aprecio. Nāo é sem razāo que quem tem disponibilidade de recursos líquidos no Brasil, se já nāo retirou tudo disponível do pais, estāo fazendo isso, e os trazendo, principalmente, para os EUA. Ou, ao menos, estāo diversificando e dolarizando fortemente seu patrimônio.  O passo seguinte? Deixar o Brasil. As estatísticas provam isso cada dia mais.

(*) É diretor comercial da Mignone Law Firm, especialista em investimentos e imigração nos Estados Unidos.

sábado, 2 de julho de 2022

Um artigo sobre a importância do tratamento de dados

 


DADO É O NOVO PETRÓLEO, MAS O QUE VOCÊ FARIA COM UM BARRIL DE PETRÓLEO?

João Paulo Tavares da Silva (*)

“O dado é o novo petróleo”. Movidas por essa afirmativa, muitas empresas iniciaram projetos voltados à implantação de novas tecnologias de dados como big data e analytics. De forma geral, podemos considerar que esses projetos, em sua grande maioria, foram executados de forma satisfatória, mas nem sempre otimizados como poderiam ser. Afinal, organizar dados não é o mesmo que extrair valor e recursos aplicáveis aos negócios.

Isso acontece, principalmente, porque as empresas ainda ignoram a prática de produtização dos dados, ainda focando em alimentar seus repositórios com dados desordenados, conflitantes, duplicados, sem propósito ou com um grau muito baixo de confiabilidade, com o objetivo único de ter uma grande massa de informações para “trabalhar”.

Para reverter esse processo, é estratégico que as empresas escolham a melhor forma de adquirir, manipular e até mesmo descartar dados. Isso auxilia na adequação a essa nova de forma mais natural e sem gerar grandes impactos estruturais.

Para um varejista, por exemplo, é mais importante ter o estoque assertivo (relação estoque x volume de vendas) do que estoque cheio. Estoque cheio é sinônimo de perdas financeiras e esses produtos, ao longo do tempo, estão perdendo valor. Por isso, é imprescindível procurar uma fórmula para garantir a quantidade ideal para uma venda mais saudável e evitar perdas desnecessárias com produtos fora de linha em seus estoques. O mesmo se faz necessário para os dados: as empresas precisam passar a entender o dado como um ativo, e como todo o ativo precisa de um ciclo de vida com objetivos bem claros.

Um objetivo fundamental para um bom aproveitamento dessas novas tecnologias deve ser a concepção desse modelo de “ciclo de vida dos dados”, que equilibre democratização, controle de acesso, monetização, regulação e segurança.

Os quatro estágios recomendados para um ciclo de vida de dados incluem:

Aquisição e captura: definição clara dos seus tipos de dados;

Gerenciamento e Manutenção: criação de políticas de governança e segurança;

Backup e recuperação: implementação de um plano de redundância, contingenciamento robusto e alta disponibilidade;

Retenção ou destruição: criação de políticas orientadas ao negócio da empresa, por se tratarem de características individuais para cada organização e setor.

Para empresas que buscam aumentar a agilidade e a eficiência com dados, ter uma estratégia de governança sólida não é negociável. O fato é que, se essas empresas não mudarem radicalmente a forma como lidam com a governança de seus dados, o caminho para a monetização desse “petróleo” estará cada vez mais longe da realidade, e em algum momento o custo desse armazenamento irá inviabilizar a estratégia data driven.

Dado é o novo petróleo, mas trará muito mais valor quando refinado.

(*) Head of Retail na Semantix.

Ilustração: https://www.artdatacontabil.com.br/.

 

domingo, 26 de junho de 2022

COMO CRIAR OPORTUNIDADES PARA OS JOVENS

 


Quer abrir caminhos para os jovens?  Encare o cenário brasileiro

Por Kelly Lopes (*)

Por que estamos cada vez mais buscando oportunidades para as questões de empregabilidade dos jovens no Brasil? Por que ONGs e empresas têm se aliado para juntas, formarem e empregarem profissionais que o mercado não enxerga como potente? De onde vem essa obsessão pelo futuro do jovem no país?

As respostas chegam por um recorte de dados apresentados na publicação Síntese, que acaba de ser lançada pelo Instituto da Oportunidade Social (IOS) com o objetivo de traçar um verdadeiro mapa da juventude no Brasil e deixar claro o papel de cada membro da sociedade no desenvolvimento urgente dessas potências do futuro.

Os dados apresentados na publicação mostram que a população jovem do Brasil é, atualmente, a maior da história - são mais de 47 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos. Também é a mais afetada pelo desemprego no Brasil, atingindo a taxa de 27,1% no primeiro trimestre de 2020, entre os jovens de 18 a 24 anos. Bem acima da média geral de 12,2% do país no período.

Especialistas apontam que estamos encerrando um ciclo no qual teremos mais jovens produtivos que pessoas com mais de 50 anos. Na nova década, teremos mais público adulto, fruto do aumento da longevidade. Mas, exatamente nesse boom demográfico o jovem está com menos oportunidades de emprego. De acordo com dados do IBGE, em 2050, o Brasil será o 6º país com a maior população idosa do mundo, na frente de outros países desenvolvidos. Logo ali, em 2030, daqui a oito anos, teremos mais idosos do que pessoas com até 14 anos.

Cuidar do futuro do jovem é garantir o amanhã funcionando como uma engrenagem, fazendo girar a economia de forma sustentável. Para isso, eles precisam de um emprego hoje. Precisam de oportunidades adequadas que os desenvolvam profissionalmente. Precisam de apoio para os estudos.

De acordo com os dados apontados na Síntese, 87,4% dos alunos que se formam no ensino médio vêm da rede pública, mas somente 18% dos jovens com até 25 anos de idade buscam graduação, já que 74% das vagas de graduação estão disponíveis na rede particular de ensino, com apenas 26% na rede pública.

Mas os empregadores erram ao focarem suas buscas em jovens profissionais nas universidades. Isso dificulta o avanço educacional e profissional da grande maioria que vem do ensino público e precisa do emprego para financiar uma faculdade.

Os dados da publicação ainda apontam que, no ano passado, 17% dos jovens entre 15 e 29 anos pagam suas contas e ainda contribuem com a renda da família e 6% dos jovens sustentam integralmente as suas famílias. É muita responsabilidade para tão poucas oportunidades que o país oferece.

É por isso que a preocupação constante com o desenvolvimento dos jovens tem sido pauta de quem está realmente atento ao futuro da nossa sociedade. Em ano eleitoral, é bem importante reforçar que o candidato a qualquer cargo público que não apresentar um plano de governo que priorize os jovens, que desenvolva novas políticas públicas para apoiar a geração de emprego e garantia de desenvolvimento profissional, não merece seu voto.

Não está preocupado com a violência, com o desenvolvimento de um país e que nada faz por uma geração que representa o futuro, além de exportá-los como talentos potentes para outras nações.

Às empresas, maiores beneficiadas por profissionais que vão garantir sua eficiência e sua existência no futuro bem próximo, cabe um papel mais que importante e que não virá dos governos. É preciso assumir essa frente e abrir de fato as oportunidades para ele.

É preciso ficar claro para os empregadores que nossos jovens não chegam prontos para trabalhar. São muitos os obstáculos, principalmente entre os jovens em situação de vulnerabilidade social. O caminho deles até o emprego formal é bem tortuoso e longo. É preciso torná-lo mais rápido e urgente. Sua formação também é parte da sua responsabilidade de empresário.

Os cursos de formação profissional têm buscado somar esforços com empresas e instituições de fato preocupadas em devolver à sociedade um pouco do que conquistam. A empresa que não olha para isso não pode comunicar que possui estratégias de ESG.

Esses cursos trazem ao jovem os conhecimentos mais demandados pelas empresas e, principalmente, trabalham as competências comportamentais que vão garantir o avanço e o progresso na profissão. Além dos conhecimentos que adquire nos cursos, o jovem brasileiro, resiliente por natureza, carrega consigo o desejo de aprender, inovar e criar.

As empresas da área de TI têm atuado nessa formação. A aceleração da digitalização no Brasil, tem aumentado a demanda por profissionais qualificados para o setor e isso representa uma grande oportunidade para quem quer ingressar no mercado de trabalho. Com base nos dados do Guia Salarial 2022 da Robert Half, a Síntese indica que 63% dos CIOs (Chief Innovation Officer) dizem que será mais desafiador encontrar profissionais qualificados em tecnologia este ano. Assim, o setor de tecnologia está para o emprego assim como os jovens da periferia.

Impulsionar o desenvolvimento profissional de um jovem por meio da educação e da oportunidade de emprego é estar de fato alinhado com a agenda de desenvolvimento sustentável e ESG das empresas. Isso gera o impacto social positivo e contribuindo com as ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) propostos pela ONU, que prevê educação de qualidade, trabalho decente e crescimento econômico e redução das desigualdades.

Esse olhar cabe também às empresas. Quando isso fica claro como objetivo estratégico na sua empresa não vamos mais precisar explicar por que ainda precisamos tanto da lei de cotas para impulsionar e garantir o ingresso de uma parte de jovens que ainda querem entrar para as universidades. O caminho que eles percorrem não é o mesmo dos que têm mais acessos e oportunidades de desenvolvimento.

Diante das desigualdades e de tantos fatores que afastam e prejudicam o ingresso ágil desses jovens ao mundo do trabalho, as empresas têm um papel crucial de abrir suas portas e engajar seus pares para uma consciência cidadã, para que abracem com ela o objetivo de formar e empregar os jovens que vão moldar a sociedade do amanhã.

É a consciência cidadã que temos buscado há tempos nas urnas, eleição pós eleição. É dela que vem a atitude em somar esforços entre empresas, ONGs, escolas e tantos canais para a real transformação social que o país precisa. Isso começa dos portões para dentro das empresas. Essa é a melhor contribuição como agente transformador para levar oportunidades aos jovens talentos e atuar para a redução das desigualdades e erradicação da pobreza no Brasil. Porque quando um jovem talento cresce, sua empresa cresce, a sociedade avança. Esse é o Brasil que nós queremos!

(*) é empreendedora social e superintendente do Instituto da Oportunidade Social – IOS.

 

 

 

terça-feira, 14 de junho de 2022

Criptomoedas e Tokens




O mercado das criptomoedas e emissão de tokens
 

Rodrigo Pimenta (*)
 

A tokenização em “blockchain” é um tema que vem ganhando enorme relevância no cenário nacional e internacional. Resumidamente, consiste no processo de transformar um ativo qualquer em quotas menores e/ou fracionadas em um ecossistema descentralizado, utilizando contratos inteligentes, juntamente com a tecnologia “blockchain”. Esse processo, além de permitir a garantia, simplicidade, transparência e segurança tecnologicamente, possibilita maior facilidade para negociação a partir de mercados gigantescos, como por exemplo DeFi ou exchanges de criptoativos.

Com a grande ascensão desse universo, o mercado tem criado uma variedade de novos tipos de tokens com propósitos diversos. Existem diversas opções de categorias de tokens cujas 4 principais podem ser destacadas: os Utility tokens, Non-fungible tokens (NFT), Security tokens e Payment Tokens.

A tokenização não é um assunto recente, há pelo menos 10 anos esse tema é discutido no mercado. No entanto, ao que tudo indica, agora viveremos essa era. Recentemente, o CEO da B3, Gilson Finkelsztain, apontou que a companhia deve começar a usar “blockchain” na tokenização de ativos físicos. Com o aval na participação no Sandbox Regulatório da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a parceria entre a fintech Vórtx e a holding QR Capital, tem feito testes de regulação dos primeiros tokens no mercado de capitais nesse sandbox utilizando “blockchain”.

A grande vantagem se dá pelo fato de a “blockchain” ser à prova de fraudes. Afinal, estamos falando em transformar qualquer ativo em um token, sendo ele real ou financeiro. Em se tratando da tokenização, é essa tecnologia que permite a troca de informações, em que todos os envolvidos na rede garantem a veracidade dos termos e condições. Dessa forma, não há questionamento sobre sua confiança.

É importante tocarmos no fato da confiança ser a chave do negócio. Afinal, essa é a questão principal quando o assunto é crédito. Vamos partir do princípio de que uma lei precisa de uma interpretação humana para ser aplicada. Quando traduzimos um código para “blockchain”, é ele que faz essa operação a partir de uma rede de consenso. Com isso, a tokenização de ativos financeiros cresceu aos olhos do mercado mundial, pois elimina a necessidade de confiança e desassocia a avaliação de risco. 

O grande entrave no momento gira em torno dos desafios regulatórios, facilitado pelo teste de Howey, que veda ofertar qualquer tipo de ativo para um cidadão brasileiro, demandando autorização expressa da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e, ainda assim, sendo liberado somente em alguns casos especiais. O mesmo entrave pode ser notado também em uma wallet identificada e auto-custodiada, para lidar com lavagem de dinheiro, apoio ao terrorismo e gestão das chaves privadas para diminuir a insegurança jurídica, sucessão, litígios ou disputas judiciais. Representa um enorme, como o CBDC (“Central Bank Digital Currency”), o utility token do novo “real digital brasileiro”, que conforme Roberto Campos Neto, ex-Presidente do Banco Central do Brasil, seria compatível com smart contracts em “blockchain”.
É fácil perceber como os ativos digitais em “blockchain” prometem impactar a nova economia. Mas qual a amplitude desse impacto? Na realidade ainda não sabemos. Fato é que a tecnologia “blockchain” veio para ficar na economia mundial e seu grande pilar está em permitir uma utilização mais eficiente dos recursos, reduzindo os custos das operações, ampliando os produtos financeiros já existentes e seus desdobramentos, como o DeFi, GameFi, SocialFi e InsuranceFi, que ainda carecem de um melhor tratamento com os reguladores. Os primeiros passos já foram dados, sempre de olho no futuro.
 

(*) Rodrigo Pimenta é engenheiro elétrico formado pela Poli-USP, MBA em Economia, Finanças e Operações na FGV-SP, CEO e fundador da Hubchain Tecnologia e autor de publicação de Inteligência Artificial e Algoritmos Genéticos.